Let’s Get It On

Setembro 22, 2008

Olá Garotada!

Bom, este é o meu primeiro post, tanto neste, quanto em qualquer outro blog, então é obvio que eu não sei muito bem o que eu estou fazendo aqui, mas porque não tentar? Afinal de contas eu sou um entusiasta do mundo dos blogs desde quando eles começaram a aparecer por estas bandas – confesso que não tenho nem um pouco de saudade dos primeiros blogs, com aqueles montes de inutilidades e whatever – mas o que importa é que a coisa cresceu e hoje em dia os blogs são indispensáveis, super úteis e completos. Bom, com tantos blogs, sobram assuntos para discutir, mas nem tantos originais, e, aproveitando que meus amigos me descreveram como rato de cinema e viciado em música (não sei quem escreveu isso mas eu gostei, rs), vou começar falando justamente sobre isso, filmes e música.

Filmes e música sempre andaram lado a lado, mesmo enquanto o cinema era mudo a música obrigatoriamente acompanhava as exibições, e temos diversos filmes que exploram a fundo o nosso amor pela musica. Quase Famosos é um destes. Quem nunca sonhou sair em turnê com uma banda e acompanhar todas as loucuras e perdições do rock? E já que o tema é musica, vou falar de um filme que aborda maravilhosamente este tema:

Alta Fidelidade

Alta Fidelidade

Não tinha como dar errado: Um livro fantástico, basicamente sobre comportamento masculino, uma história sobre inseguranças, teimosias, relacionamentos, sensibilidade, enfim, tudo que os homens geralmente fazem questão de esconder. E como deixar tudo isto irresistível? Com muita música, muita mesmo.

Música? Mas não é um livro?
Sim, mas se liga na história: O personagem principal tem uma loja de discos. De vinil. Fanático por música, do tipo que coleciona discos e fica um tempão discutindo sobre a organização deles na estante, se será por ordem alfabética ou por gênero, coisas do tipo. E ainda fica fazendo listas. Do tipo 5 melhores músicas para determinada situação, etc. E com esse argumento o autor simplesmente imunda o leitor com centenas de referências musicais, de Bruce Springsteen a Marvin Gaye, passando por Belle & Sebastian e mais um monte de artistas dos quais eu nem faço idéia de quem são. Mas isso é só um pedacinho da história, na verdade a parte da música serve para apresentar um pouco da complexidade do personagem, – narrador da história – um cara fechado em seu mundo, cheio de conflitos internos, obsecado e, na maior parte do tempo, um cara resmungão. E a partir daí a história se desenvolve, com o personagem remoendo seu passado em busca de autoconhecimento, tentando entender e salvar o seu conhecimento. Não vou dar mais detalhes da história porque realmente vale a pena ler e descobrir por si só.

E então, com esta história altamente envolvente, em 2000 é lançado o filme homônimo estrelado por John Cusack, que também é dono dos direitos de filmagem e co-roteirizou o filme. O filme não foge muito do que é contado no livro, guardadas as devidas proporções, e o que marca é a trilha sonora fantástica, seguindo tudo que é apresentado no livro e as atuações, absolutamente fantásticas.
John Cusack faz o papel principal de forma perfeita, dando carisma e credibilidade ao personagem, e ainda temos ótimos coadjuvantes, com destaque para Jack Black, em mais um papel hilário, que reforça a característica de viver em um mundinho fechado, sem dar a mínima pra ninguém, do personagem principal. Ele até canta a música Let’s Get It On, de Marvin Gaye, numa atuação que está entre as mais tocadas do meu iPod.

E pra finalizar, já que isso está ficando grande demais, outro acerto da produção foi na confecção do poster/capa da trilha sonora, que homenageia a capa de A Hard Day’s Night, dos Beatles e ainda ilustra este post.

Gostou desse post? Então você vai gostar deste:
Vida de blogueiro

Adicionar ao Ueba Adicionar aos Favoritos BlogBlogs Adicionar artigo ao DiHitt Adicionar artigo ao Eu Curti Adicionar esta noticia no Linkk Envie este link para linkTo! Adicionar artigo ao Rec6 Adicionar ao Ueba

Quer ter estes botões no seu site? Acesse