
Olá Garotada!
Bom, este é o meu primeiro post, tanto neste, quanto em qualquer outro blog, então é obvio que eu não sei muito bem o que eu estou fazendo aqui, mas porque não tentar? Afinal de contas eu sou um entusiasta do mundo dos blogs desde quando eles começaram a aparecer por estas bandas – confesso que não tenho nem um pouco de saudade dos primeiros blogs, com aqueles montes de inutilidades e whatever – mas o que importa é que a coisa cresceu e hoje em dia os blogs são indispensáveis, super úteis e completos. Bom, com tantos blogs, sobram assuntos para discutir, mas nem tantos originais, e, aproveitando que meus amigos me descreveram como rato de cinema e viciado em música (não sei quem escreveu isso mas eu gostei, rs), vou começar falando justamente sobre isso, filmes e música.
Filmes e música sempre andaram lado a lado, mesmo enquanto o cinema era mudo a música obrigatoriamente acompanhava as exibições, e temos diversos filmes que exploram a fundo o nosso amor pela musica. Quase Famosos é um destes. Quem nunca sonhou sair em turnê com uma banda e acompanhar todas as loucuras e perdições do rock? E já que o tema é musica, vou falar de um filme que aborda maravilhosamente este tema:
Alta Fidelidade
Não tinha como dar errado: Um livro fantástico, basicamente sobre comportamento masculino, uma história sobre inseguranças, teimosias, relacionamentos, sensibilidade, enfim, tudo que os homens geralmente fazem questão de esconder. E como deixar tudo isto irresistível? Com muita música, muita mesmo.
Música? Mas não é um livro?
Sim, mas se liga na história: O personagem principal tem uma loja de discos. De vinil. Fanático por música, do tipo que coleciona discos e fica um tempão discutindo sobre a organização deles na estante, se será por ordem alfabética ou por gênero, coisas do tipo. E ainda fica fazendo listas. Do tipo 5 melhores músicas para determinada situação, etc. E com esse argumento o autor simplesmente imunda o leitor com centenas de referências musicais, de Bruce Springsteen a Marvin Gaye, passando por Belle & Sebastian e mais um monte de artistas dos quais eu nem faço idéia de quem são. Mas isso é só um pedacinho da história, na verdade a parte da música serve para apresentar um pouco da complexidade do personagem, – narrador da história – um cara fechado em seu mundo, cheio de conflitos internos, obsecado e, na maior parte do tempo, um cara resmungão. E a partir daí a história se desenvolve, com o personagem remoendo seu passado em busca de autoconhecimento, tentando entender e salvar o seu conhecimento. Não vou dar mais detalhes da história porque realmente vale a pena ler e descobrir por si só.
E então, com esta história altamente envolvente, em 2000 é lançado o filme homônimo estrelado por John Cusack, que também é dono dos direitos de filmagem e co-roteirizou o filme. O filme não foge muito do que é contado no livro, guardadas as devidas proporções, e o que marca é a trilha sonora fantástica, seguindo tudo que é apresentado no livro e as atuações, absolutamente fantásticas.
John Cusack faz o papel principal de forma perfeita, dando carisma e credibilidade ao personagem, e ainda temos ótimos coadjuvantes, com destaque para Jack Black, em mais um papel hilário, que reforça a característica de viver em um mundinho fechado, sem dar a mínima pra ninguém, do personagem principal. Ele até canta a música Let’s Get It On, de Marvin Gaye, numa atuação que está entre as mais tocadas do meu iPod.
E pra finalizar, já que isso está ficando grande demais, outro acerto da produção foi na confecção do poster/capa da trilha sonora, que homenageia a capa de A Hard Day’s Night, dos Beatles e ainda ilustra este post.
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Escrito por rmendes